quinta-feira, 4 de julho de 2013

Contos do Poder - cap. 1: O Médico

Dilma: Então, meu caro cidadão brasileiro, você é médico?

Médico: Sou sim, Excelência!

D: Que ótimo! Vou te oferecer um emprego no sertão para ser médico de pessoas carentes!

M: Nossa, Presidente...

D: Presidenta!

M: Desculpe! Nossa, Presidenta, que ótimo! Sempre quis ser médico para atender as comunidades carentes! Foi para isso que me formei! Quais são as condições de trabalho?

D: R$ 15 mil!

M: V.Exa me perdoe, mas não foi isso que perguntei... Quero saber das condições de trabalho...

D: Ué, R$ 15 mil, não é isso que quer saber? Porque, afinal, é isso que importa!

M: Quero saber como será o atendimento, se terei condições de prescrever medicamentos básicos e as pessoas receberem esses medicamentos, quero saber se terei condições de higiene básica para tratar alguma emergência que aconteça, quero saber se conseguirei dar conforto a quem precisa, curar aqueles que a medicina permita e prover dignidade a cada pessoa que me procure???

D: Mas por que toda essa preocupação?

M: Ora, Excelência, como a Sra deveria saber, além da vocação e devoção sem tamanho que levam alguém a se tornar um médico, tenho responsabilidade profissional, ética e legal, sobre a vida das pessoas que me procurarem. Não conseguiria dormir em paz, sabendo que coadunei com essa irresponsabilidade!

D: Não entendo...

M: Provavelmente não entende mesmo! Não sou como seus amigos mensaleiros que são condenados e não cumprem pena e que ainda legislam em causa própria.

D: Por isso mesmo! A Justiça é cúmplice desse tipo de atitude...

M: Talvez a Justiça para os “filhos de – casados com”, mas não para o cidadão!

D: Entendi! E por R$ 18 mil?

M: Desculpe-me, minha alma não tem preço!

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Dilma: Então meus caros, como funciona isso?

Castro Brothers – Kings of Cuba: É assim: você lembra o que o Fidel disse sobre as prostitutas daqui terem nível universitário? Então, temos muitos médicos aqui que poderiam ir para lá trabalhar...

D: Mas não temos condição de trabalho! Temos salários razoáveis, na verdade ótimos para os padrões caribenhos. Será que os médicos cubanos aceitariam?

CB-KoC – Claro! Como te disse, eles vendem o corpo por aqui, vender a alma por lá não seria difícil!

D: Negócio fechado!