Hoje lendo sobre a morte do Paulo Vanzolini, retornou ao meu peito um sentimento recorrente, a saudade de um tempo que não vivi. Na grande maioria das vezes essa angústia decorre das artes, sobretudo da música.
Sinto saudade de uma São Paulo pacata, cuja maior ameaça eram os batedores de carteira, em que se viviam em vilas apoiadas em paralelepípedos, em que as charretes dividiam espaço com aqueles Fords dos anos 40. Sinto também saudade das rodas de choro em que o silêncio imperava para que se pudesse ouvir a riqueza das melodias e o talento dos virtuoses. Ou então me vejo no Bixiga comendo uma sardela e conversando com Adoniram.
Viajo...Mudo para o Rio, só para sentir saudades do samba da Portela, de Monarco, Argemiro, Casquinha e outros tantos...
Passo as tardes nos bares dos anos 30 só para ouvir Noel falando do apito da fábrica de tecidos e à noite vou ao Zicartola dos anos 60/70 ouvir que a Mangueira é habitada por gente simples...
Engraçado, não é saudosismo porque não vivi essas coisas... Também não é melancolia, pois, como diz Paulinho da Viola, meu tempo é hoje!
Acho que é só identidade com aquilo que me emociona, com a música capaz de alterar meu ânimo e minha alma. Adoro essa saudade que não me faz ficar triste, que não me enfraquece, mas que me faz levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Do começo...
Quando sugeriram de eu fazer um blog, resisti. Sei que para tanto, tenho de ter a disciplina de um blogueiro, coisa que não me assiste. Tenho de ter a criatividade latente, o que também não possuo. Mas há algo que tenho: teimosia!
Não penso nesse blog como algo com propósito específico, penso como um arquivo, uma memória para registrar aquilo que quero dizer...
Quero tratar de tudo que me venha à cabeça, sem obrigação disso ou daquilo, muito embora aceite tranquilamente sugestões.
Não penso nesse blog como algo com propósito específico, penso como um arquivo, uma memória para registrar aquilo que quero dizer...
Quero tratar de tudo que me venha à cabeça, sem obrigação disso ou daquilo, muito embora aceite tranquilamente sugestões.
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