A única ressalva que faço refere-se à inexistência de razões absolutas de lado a lado. Pensar ao contrário é entrar em uma lógica maniqueísta, o que certamente não faz meu estilo.
Os manifestantes não são mocinhos, nem bandidos, como a PM também não o é. Desconfio dos dogmas, das verdades absolutas, ainda mais quando querem me vender essa verdade, destoado muitas vezes da minha verdadeira conclusão sobre o assunto, o meu livre pensar.
Esse esclarecimento se faz necessário, mas não é o propósito do post.
Durante toda a vida, em menor ou maior extensão, o brasileiro tem dado o seu melhor para fazer deste um grande lugar, histórias de superação reproduzem-se mais do que chinchilas no cio, a capacidade de enfrentar suas mazelas mostra-se sobremaneira elevada no nosso povo.
Mas o que temos em troca?
Enchentes, deslizamentos, sufocamento fiscal, oportunidades desproporcionais, insegurança física, jurídica e mental, parasitismo estatal, seca centenária, tudo isso e mais...Descaso, desrespeito, indignidade humana, violações a direitos e corrupção (e quanta!)...
O brasileiro fornece o seu melhor, sua vida, seu trabalho e seu sangue e não recebe nada em troca, porque o Estado Brasileiro, em todas as suas esferas, está insolvente, FALIDO!!!
A falência é a manifestação da amoralidade, da face criminosa dos governantes (ainda que por prevaricação), das instituições que se tornaram antros de quadrilhas! Por isso e por mais não se trata de R$ 0,20 ou qualquer outro valor, não se trata do aumento do ônibus ou da realização da Copa.
Trata-se de ética, moral, valores, sonhos e dignidade!!!
Por isso as manifestações são legítimas (apesar de muitas vezes acobertar pessoas que em nada tem a ver com o pensamento majoritário), válidas e necessárias. Esse é o momento em que povo tem de pegar todo o crédito não satisfeito, acumulado durante anos, décadas, séculos para que o Estado Brasileiro seja cobrado e tenhamos uma modificação social relevante.
Façamos a habilitação de nossos créditos, através do exercício democrático, das manifestações pacíficas, do voto consciente e, acima de tudo, do surgimento de um efetivo sentimento de nação!

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