“Se eles são bonitos, sou Alain Delon!” (Arnaldo Batista)
O ser humano, desde que assim pode ser chamado, vem constantemente evoluindo (alguns discordam disso), saindo da caverna, observando o mundo tal como ele é e tentando desvendar mistérios.
Esta evolução parte desde as 3 perguntas essenciais (quem somos?, de onde viemos? e para onde vamos?), passa pela descoberta do fogo, da escrita, o conhecimento da astronomia, da física, da filosofia e outras ciências... Tudo isso faz parte da resposta dessas 3 perguntas sem de fato sê-lo!
Dito isto, essencial diferenciar os seres humanos entre os medíocres e loucos! Sim, embora possa parecer uma ideia segregacionista, não se trata disso, mas de observar esse processo evolutivo...
Os medíocres são aqueles absorvidos pela conjuntura em que estão inseridos e, ensimesmados, comemoram êxitos cotidianos que advêm exclusivamente do seu conforto, daquilo que lhe atinge diretamente!
Os loucos não! Esses são aqueles que transformam, que enxergam além, que não se limitam à sombra do mundo na parede da caverna, que enxergam o mundo redondo e observam que existe uma força que nos mantêm junto à superfície terrestre. Os loucos são aqueles que, apesar da inicial ridicularização (ou do bulling social, para usar um termo da moda) vão além, não se abalam com esse assédio, mas transformam isso na força-motriz de sua existência...
Foi assim que Colombo chegou à América, que surgiu o comércio e que se promoveu a revolução industrial, que se estabeleceu o contrato social, que se descobriu a penicilina e outros tantos fatos que fizeram a humanidade chegar onde chegou...E só existem duas formas disso ocorrer: o livre pensar e a quebra de dogmas!
Deixar para trás os dogmas é o primeiro ponto para ampliar a sua visão, que não fica atrelada a este ou aquele valor, que não necessariamente corresponde à verdade do indivíduo. Pensar livremente é o passo adiante, a alavanca de Arquimedes...
No mundo de hoje (aquele que vivo e que me é permitido enxergar com minha visão torta e com meus preconceitos), apesar de tantas inovações, do dinamismo das mudanças, o que observo é uma força gigantesca da mediocridade que nos leva à mesmice e à mecanização cerebral.
Isso passa pelo tal “politicamente correto”, pelos fanatismos em geral, pela exigência social de alguém ser “bem sucedido” (como se este conceito fosse limitado ao status e acumulação de riqueza), pela incapacidade de se enxergar além das instituições para enxergar as pessoas, etc.
Mas não é fácil ser louco, eu infelizmente não posso dizer que seja, mas tento vigiar meus passos, agir diferente quando se espera o igual, mas ser louco é essencial: você vai sofrer, verá as mazelas humanas como se fosse algo de sua intimidade, será amplamente criticado, mas acho que tem seu prêmio final, aquele que te levará a ter a consciência tranquila, que fará sua alma pesar tanto ou menos que a pena de Osíris. Sejamos loucos!
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