Não quero falar de mensalão, julgamentos, condenações ou cumprimentos de penas (em qualquer regime que seja). Nada disso me parece essencial, quandoa conjuntura indica que sempre, apesar do trocadilho infame, tudo acaba em Pizzolato!
O que me parece fundamental é a observação de como as coisas funcionam.
Diz a voz do povo que política, religião e futebol não se discutem. Mas por que? Falando de religião a questão é simples, afinal cada um sabe aquilo que lhe toca espiritualmente, aquilo que lhe atinge pela fé. No futebol, também. Afinal, normalmente aquele que discute futebol está envolvido pela paixão, pelo coração e essa é a típica coisa que não se explica. Mas é a política?
Bem, a política é, ou deveria ser, diferente! Deveria ser algo discutido com a cabeça, com o maior grau de racionalizado, sobretudo por representar uma das maiores conquistas na evolução sociológica da humanidade...
Assim, causa espécie quando as discussões limitam- se à correção dos atos (normalmente atos sabidamente criminosos) de pessoas desta ou daquela agremiação partidária. Não existe um mais errado que o outro, existem todos errados, criminosos, que devem estes crimes apurados e julgados pela capenga Justiça brasileira.
Historicamente, há a tradição (justificável) de que esta História seja contada sob o prisma de visão dos vencedores, aqueles que, em determinado momento de conflito se sobressaíram em detrimento de outro grupo.
Nesse contexto, no Brasil, a História foi contada por aqueles que, durante a ultima grande mudança política, sobressaíram à ditadura militar, aqueles que formaram PMDB, PSDB e PT, tanto que esses, desde a abertura, comandam o país.
O problema disso tudo é o vencedor tende a contar a História travestido de herói...
E heróis, vocês sabem como é, são intocáveis, livres de críticas, como se uma aura só protegesse de qualquer malfeito, inclusive aqueles produzidos por esses heróis.
É assim que vejo os políticos de hoje, criminosos, travestidos de heróis para grupos que ainda lhes apoiam, cegos, apaixonados por algo que não deverias Er tratado com paixão...
Uma pena! Por isso fica difícil acreditar! Por isso que a impressão é de que tudo, sempre, acaba em Pizzolato!
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