Há exatos 125 anos, a Princesa Isabel promulgou a Lei Áurea e, segundo consta, pôs fim à escravidão no Brasil. Há 25 anos foi promulgada a atual Constituição Federal e, dentre outros supostos direitos, vedou o trabalho escravo como um de seus pilares!
Mas a pergunta crucial é: qual a extensão da nossa liberdade?
O ser humano tem na conquista da liberdade uma eterna busca. A frase pode parecer retórica e ilógica, mas é assim que eu vejo... Um caminho de busca cercado de momentos singelos de liberdade!
Seja na possibilidade de dizermos o que estamos pensando em momentos nem sempre convenientes para aquele que houve, seja nos atos que praticamos sem ter de nos preocupar com os efeitos deles em relação a terceiros ou seja simplesmente no livre pensar, desimpedido de dogmas e restrições...
Aliás, talvez essa seja a verdadeira liberdade, aquela que está no mundo das ideias platônico e que nos permite refletir as possibilidades. Assim se fez e se faz a humanidade, nas descobertas do pensamento livre, que (perdão pelo trocadilho) liberta e transforma. A evolução da civilização decorre das transformações radicais, que desconsideraram os valores vigentes para contrapô-los e alterar a ordem das coisas. Essa é a verdadeira revolução marxista, capaz de transformar a base social, é a verdadeira abolição da escravatura moderna, aquela que nos faz presos a modelos, a receitas manipuladoras das massas de manobra.
Darwin sempre falou em evolução baseada em um tripé seleção-adaptabilidade-estabilização e normalmente nos enquadramos em um único destes pés, mas a liberdade está na possibilidade de expandirmos essa condição. É na capacidade de nos adaptar e de adaptar as condições às nossas necessidades que encontramos a liberdade. É nesse ponto em que saímos da condição estável e transformamos o mundo...É aí que somos livres!
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