Reza a lenda (e digo assim porque não
confirmei) que Zé do Caixão em um dos seus filmes, por uma questão de restrição
orçamentária, retratou o inferno como um lugar frio, congelado e não quente
como de costume. A coisa pareceu-me fazer certo sentido. Por que alguém
teria de queimar no inferno?
Em toda expressão
sentimental o calor relaciona-se com algo bom, que te conforta, que te acolhe,
enquanto a frieza retrata o mal, a indiferença, o fim... Por isso prefiro o
calor solar ao frio da noite, o rosto quente e cheio de vida à frieza da
lápide...Dizem até que aquilo que nos é caloroso é energia divina, a verdadeira centelha que nos anima...
É para mim o maior calor do mundo aquele
que recebo com um abraço do meu filho, que me conforta e me dá energia sem fim,
sentindo-me capaz de enfrentar todas as adversidades. É esse ou esses calores
que o ser humano busca a todo momento, no carinho dos pais, na palavra do
amigo, no beijo da companheira, no prazer da vida que te faz suar e transpirar
esse calor para o mundo.
Os ambientalistas que me perdoem,
mas o mundo precisa desse calor, para fortalecer as relações humanas e nos fazer
enxergar-nos iguais, onde não haverá diferença de cor, crença, orientação
sexual, de nada, mas que simplesmente nos permitirá (a todos) buscar um lugar
ao Sol!
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