quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sobre o que te aquece...


Reza a lenda (e digo assim porque não confirmei) que Zé do Caixão em um dos seus filmes, por uma questão de restrição orçamentária, retratou o inferno como um lugar frio, congelado e não quente como de costume. A coisa pareceu-me fazer certo sentido. Por que alguém teria de queimar no inferno?

Em toda expressão sentimental o calor relaciona-se com algo bom, que te conforta, que te acolhe, enquanto a frieza retrata o mal, a indiferença, o fim... Por isso prefiro o calor solar ao frio da noite, o rosto quente e cheio de vida à frieza da lápide...Dizem até que aquilo que nos é caloroso é energia divina, a verdadeira centelha que nos anima...

É para mim o maior calor do mundo aquele que recebo com um abraço do meu filho, que me conforta e me dá energia sem fim, sentindo-me capaz de enfrentar todas as adversidades. É esse ou esses calores que o ser humano busca a todo momento, no carinho dos pais, na palavra do amigo, no beijo da companheira, no prazer da vida que te faz suar e transpirar esse calor para o mundo.

Os ambientalistas que me perdoem, mas o mundo precisa desse calor, para fortalecer as relações humanas e nos fazer enxergar-nos iguais, onde não haverá diferença de cor, crença, orientação sexual, de nada, mas que simplesmente nos permitirá (a todos) buscar um lugar ao Sol!

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