domingo, 24 de novembro de 2013

Eu não acredito! Afinal, tudo acaba em Pizzolato!

Não quero falar de mensalão, julgamentos, condenações ou cumprimentos de penas (em qualquer regime que seja). Nada disso me parece essencial, quandoa conjuntura indica que sempre, apesar do trocadilho infame, tudo acaba em Pizzolato!
O que me parece fundamental é a observação de como as coisas funcionam.
Diz a voz do povo que política, religião e futebol não se discutem. Mas por que? Falando de religião a questão é simples, afinal cada um sabe aquilo que lhe toca espiritualmente, aquilo que lhe atinge pela fé. No futebol, também. Afinal, normalmente aquele que discute futebol está envolvido pela paixão, pelo coração e essa é a típica coisa que não se explica. Mas é a política?
Bem, a política é, ou deveria ser, diferente! Deveria ser algo discutido com a cabeça, com o maior grau de racionalizado, sobretudo por representar uma das maiores conquistas na evolução sociológica da humanidade...
Assim, causa espécie quando as discussões limitam- se à correção dos atos (normalmente atos sabidamente criminosos) de pessoas desta ou daquela agremiação partidária. Não existe um mais errado que o outro, existem todos errados, criminosos, que devem estes crimes apurados e julgados pela capenga Justiça brasileira.
Historicamente, há a tradição (justificável) de que esta História seja contada sob o prisma de visão dos vencedores, aqueles que, em determinado momento de conflito se sobressaíram em detrimento de outro grupo.
Nesse contexto, no Brasil, a História foi contada por aqueles que, durante a ultima grande mudança política, sobressaíram à ditadura militar, aqueles que formaram PMDB, PSDB e PT, tanto que esses, desde a abertura, comandam o país.
O problema disso tudo é o vencedor tende a contar a História travestido de herói...
E heróis, vocês sabem como é, são intocáveis, livres de críticas, como se uma aura só protegesse de qualquer malfeito, inclusive aqueles produzidos por esses heróis.
É assim que vejo os políticos de hoje, criminosos, travestidos de heróis para grupos que ainda lhes apoiam, cegos, apaixonados por algo que não deverias Er tratado com paixão...
Uma pena! Por isso fica difícil acreditar! Por isso que a impressão é de que tudo, sempre, acaba em Pizzolato!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Contos do Poder - cap. 2: A Heroína (?)

No reino da fantasia, haviam Branca de Neve, Cinderela e a mais conhecida de todas: Marina Silva! Marina Silva nasceu pobre, flagelada pela miséria e, apesar de tudo e de todos, fez a si mesma. Alfabetizou-se tardiamente, venceu as estatísticas, tornou-se uma liderança, construiu uma história e venceu. Foi nomeada Ministra por Dunga (se bem que esse Dunga mais fala do que ouve) e ganhou o mundo...
Mas esse mundo é encantador e sempre há um Mephistofeles para te seduzir, sempre há a tentação da vulgaridade, do lugar comum, da facilidade que te dá a momentânea sensação de conforto ou de prazer e foi por esse caminho que nossa heroína enveredou...
Com oportunismo, acreditou-se mais real que Sua Majestade e uniu-se aos gnomos de um tal PV para lançar-se ao estrelado, ela não queria destaque, ela queria o topo... E assim foi... Surpreendeu a muitos e alcançou o antepenúltimo obstáculo em direção ao Olimpo...
O tempo passou, a heroína de tantos ideais envaideceu e quis promover a rebelião, quis montar uma rede para atrair correligionários. Mas essa rede não foi bem costurada e se rompeu antes de ser usada.
Mais do que depressa recorreu mais uma vez ao Coisa Ruim e o oportunismo lhe falou mais alto, trocou a chance por sua ideologia, vendeu-se como uma meretriz do cais, esperando pelo cachê dos marinheiros mais afortunados...
E assim ela viveu feliz para sempre, esperando um dia tornar-se a Rainha má, que assustará a vida de futuras heroínas!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A mediocridade e a loucura: assim caminha a humanidade!

“Se eles são bonitos, sou Alain Delon!” (Arnaldo Batista)

O ser humano, desde que assim pode ser chamado, vem constantemente evoluindo (alguns discordam disso), saindo da caverna, observando o mundo tal como ele é e tentando desvendar mistérios.
Esta evolução parte desde as 3 perguntas essenciais (quem somos?, de onde viemos? e para onde vamos?), passa pela descoberta do fogo, da escrita, o conhecimento da astronomia, da física, da filosofia e outras ciências... Tudo isso faz parte da resposta dessas 3 perguntas sem de fato sê-lo!
Dito isto, essencial diferenciar os seres humanos entre os medíocres e loucos! Sim, embora possa parecer uma ideia segregacionista, não se trata disso, mas de observar esse processo evolutivo...
Os medíocres são aqueles absorvidos pela conjuntura em que estão inseridos e, ensimesmados, comemoram êxitos cotidianos que advêm exclusivamente do seu conforto, daquilo que lhe atinge diretamente!
Os loucos não! Esses são aqueles que transformam, que enxergam além, que não se limitam à sombra do mundo na parede da caverna, que enxergam o mundo redondo e observam que existe uma força que nos mantêm junto à superfície terrestre. Os loucos são aqueles que, apesar da inicial ridicularização (ou do bulling social, para usar um termo da moda) vão além, não se abalam com esse assédio, mas transformam isso na força-motriz de sua existência...
Foi assim que Colombo chegou à América, que surgiu o comércio e que se promoveu a revolução industrial, que se estabeleceu o contrato social, que se descobriu a penicilina e outros tantos fatos que fizeram a humanidade chegar onde chegou...E só existem duas formas disso ocorrer: o livre pensar e a quebra de dogmas!
Deixar para trás os dogmas é o primeiro ponto para ampliar a sua visão, que não fica atrelada a este ou aquele valor, que não necessariamente corresponde à verdade do indivíduo. Pensar livremente é o passo adiante, a alavanca de Arquimedes...
No mundo de hoje (aquele que vivo e que me é permitido enxergar com minha visão torta e com meus preconceitos), apesar de tantas inovações, do dinamismo das mudanças, o que observo é uma força gigantesca da mediocridade que nos leva à mesmice e à mecanização cerebral.
Isso passa pelo tal “politicamente correto”, pelos fanatismos em geral, pela exigência social de alguém ser “bem sucedido” (como se este conceito fosse limitado ao status e acumulação de riqueza), pela incapacidade de se enxergar além das instituições para enxergar as pessoas, etc.
Mas não é fácil ser louco, eu infelizmente não posso dizer que seja, mas tento vigiar meus passos, agir diferente quando se espera o igual, mas ser louco é essencial: você vai sofrer, verá as mazelas humanas como se fosse algo de sua intimidade, será amplamente criticado, mas acho que tem seu prêmio final, aquele que te levará a ter a consciência tranquila, que fará sua alma pesar tanto ou menos que a pena de Osíris. Sejamos loucos!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Contos do Poder - cap. 1: O Médico

Dilma: Então, meu caro cidadão brasileiro, você é médico?

Médico: Sou sim, Excelência!

D: Que ótimo! Vou te oferecer um emprego no sertão para ser médico de pessoas carentes!

M: Nossa, Presidente...

D: Presidenta!

M: Desculpe! Nossa, Presidenta, que ótimo! Sempre quis ser médico para atender as comunidades carentes! Foi para isso que me formei! Quais são as condições de trabalho?

D: R$ 15 mil!

M: V.Exa me perdoe, mas não foi isso que perguntei... Quero saber das condições de trabalho...

D: Ué, R$ 15 mil, não é isso que quer saber? Porque, afinal, é isso que importa!

M: Quero saber como será o atendimento, se terei condições de prescrever medicamentos básicos e as pessoas receberem esses medicamentos, quero saber se terei condições de higiene básica para tratar alguma emergência que aconteça, quero saber se conseguirei dar conforto a quem precisa, curar aqueles que a medicina permita e prover dignidade a cada pessoa que me procure???

D: Mas por que toda essa preocupação?

M: Ora, Excelência, como a Sra deveria saber, além da vocação e devoção sem tamanho que levam alguém a se tornar um médico, tenho responsabilidade profissional, ética e legal, sobre a vida das pessoas que me procurarem. Não conseguiria dormir em paz, sabendo que coadunei com essa irresponsabilidade!

D: Não entendo...

M: Provavelmente não entende mesmo! Não sou como seus amigos mensaleiros que são condenados e não cumprem pena e que ainda legislam em causa própria.

D: Por isso mesmo! A Justiça é cúmplice desse tipo de atitude...

M: Talvez a Justiça para os “filhos de – casados com”, mas não para o cidadão!

D: Entendi! E por R$ 18 mil?

M: Desculpe-me, minha alma não tem preço!

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Dilma: Então meus caros, como funciona isso?

Castro Brothers – Kings of Cuba: É assim: você lembra o que o Fidel disse sobre as prostitutas daqui terem nível universitário? Então, temos muitos médicos aqui que poderiam ir para lá trabalhar...

D: Mas não temos condição de trabalho! Temos salários razoáveis, na verdade ótimos para os padrões caribenhos. Será que os médicos cubanos aceitariam?

CB-KoC – Claro! Como te disse, eles vendem o corpo por aqui, vender a alma por lá não seria difícil!

D: Negócio fechado!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Preenchimento

Às vezes a sensação de vazio me arrebata, me destrói e tira meu centro. Fico sem foco, perdido, mas normalmente não sei o por quê. Minha intuição me alerta com toda força do mundo, meu corpo dá sinais, minhas alergias se manifestam, meu poder de concentração se esvai como areia em uma ampulheta. Tudo isso acontece, mas minha mente me trai, um mecanismo de defesa que me faz esquecer brevemente de certas coisas, como um ato instintivo de sobrevivência.

Mas então sou chamado de volta, por algo ou alguém, para me recordar das razões do vazio e (desculpe-me a redundância), lembro-me que ele ocorre por falta daquilo que me preenche: o amor daqueles que amo!

Sinto-me culpado pelo esquecimento e ao mesmo tempo agradecido por ele ter ocorrido. Sinto-me também aliviado pela certeza de que tudo dá certo, porque sou forte, porque tenho fé e porque esta força e essa fé fazem com que me mova adiante, sem ressentimentos pelo esquecimento, sem vazio algum!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Habilitação de crédito

Minhas opiniões sobre as manifestações podem causar estranheza, já fui confundido com alguém que se coaduna com famigerados pensamentos como os do famigerado Jabor.

A única ressalva que faço refere-se à inexistência de razões absolutas de lado a lado. Pensar ao contrário é entrar em uma lógica maniqueísta, o que certamente não faz meu estilo.

Os manifestantes não são mocinhos, nem bandidos, como a PM também não o é. Desconfio dos dogmas, das verdades absolutas, ainda mais quando querem me vender essa verdade, destoado muitas vezes da minha verdadeira conclusão sobre o assunto, o meu livre pensar.

Esse esclarecimento se faz necessário, mas não é o propósito do post.

Durante  toda a vida, em menor ou maior extensão, o brasileiro tem dado o seu melhor para fazer deste um grande lugar, histórias de superação reproduzem-se mais do que chinchilas no cio, a capacidade de enfrentar suas mazelas mostra-se sobremaneira elevada no nosso povo.

Mas o que temos em troca?

Enchentes, deslizamentos, sufocamento fiscal, oportunidades desproporcionais, insegurança física, jurídica e mental, parasitismo estatal,  seca centenária, tudo isso e mais...Descaso, desrespeito, indignidade humana, violações a direitos e corrupção (e quanta!)...

O brasileiro fornece o seu melhor, sua vida, seu trabalho e seu sangue e não recebe nada em troca, porque o Estado Brasileiro, em todas as suas esferas, está insolvente, FALIDO!!!

A falência é a manifestação da amoralidade, da face criminosa dos governantes (ainda que por prevaricação), das instituições que se tornaram antros de quadrilhas! Por isso e por mais não se trata de R$ 0,20 ou qualquer outro valor, não se trata do aumento do ônibus ou da realização da Copa.

Trata-se de ética, moral, valores, sonhos e dignidade!!!

Por isso as manifestações são legítimas (apesar de muitas vezes acobertar pessoas que em nada tem a ver com o pensamento majoritário), válidas e necessárias. Esse é o momento em que povo tem de pegar todo o crédito não satisfeito, acumulado durante anos, décadas, séculos para que o Estado Brasileiro seja cobrado e tenhamos uma modificação social relevante.

Façamos a habilitação de nossos créditos, através do exercício democrático, das manifestações pacíficas, do voto consciente e, acima de tudo, do surgimento de um efetivo sentimento de nação!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vai Taity!

Começou a Copa das Confederações e a principal curiosidade da disputa é a seleção do Taity: semi-amadora, fraca, desorganizada e, provavelmente, objeto de chacota e risos dos adversários e do público em geral.

De outro lado, temos a Espanha: impositiva, forte, organizada, exemplo para todos os adversários e para o futebol como um todo.

Tudo isso e muito mais! O sonho do Taity é ser a Espanha, ao menos por um campeonato, por um dia, por um jogo, por um gol! O sonho é ser foco do holofote, ouvido e muito invejado também.

Isso é um face do Brasil atual, palco de uma das principais competições do futebol mundial. A outra é justamente a manifestação popular que sai às ruas para se opor não ao preço de uma passagem de ônibus, mas contra a ordem vigente de maneira geral.

Só há um problema nos manifestantes: eles são como o Taity! Desorganizados, incapazes de liderar e serem liderados, fracos em articulação. Mas tal qual o Taity, quer brilhar, fazer história nem que seja por um gol!

Para isso precisa se organizar, se legitimar, se preparar! Não se tornar uma Espanha! Mas pretender ser uma Espanha, para ser uma Nigéria!

Por enquanto é torcer pelo Macunaíma! Vai Taity!