Há exatos 125 anos, a Princesa Isabel promulgou a Lei Áurea e, segundo consta, pôs fim à escravidão no Brasil. Há 25 anos foi promulgada a atual Constituição Federal e, dentre outros supostos direitos, vedou o trabalho escravo como um de seus pilares!
Mas a pergunta crucial é: qual a extensão da nossa liberdade?
O ser humano tem na conquista da liberdade uma eterna busca. A frase pode parecer retórica e ilógica, mas é assim que eu vejo... Um caminho de busca cercado de momentos singelos de liberdade!
Seja na possibilidade de dizermos o que estamos pensando em momentos nem sempre convenientes para aquele que houve, seja nos atos que praticamos sem ter de nos preocupar com os efeitos deles em relação a terceiros ou seja simplesmente no livre pensar, desimpedido de dogmas e restrições...
Aliás, talvez essa seja a verdadeira liberdade, aquela que está no mundo das ideias platônico e que nos permite refletir as possibilidades. Assim se fez e se faz a humanidade, nas descobertas do pensamento livre, que (perdão pelo trocadilho) liberta e transforma. A evolução da civilização decorre das transformações radicais, que desconsideraram os valores vigentes para contrapô-los e alterar a ordem das coisas. Essa é a verdadeira revolução marxista, capaz de transformar a base social, é a verdadeira abolição da escravatura moderna, aquela que nos faz presos a modelos, a receitas manipuladoras das massas de manobra.
Darwin sempre falou em evolução baseada em um tripé seleção-adaptabilidade-estabilização e normalmente nos enquadramos em um único destes pés, mas a liberdade está na possibilidade de expandirmos essa condição. É na capacidade de nos adaptar e de adaptar as condições às nossas necessidades que encontramos a liberdade. É nesse ponto em que saímos da condição estável e transformamos o mundo...É aí que somos livres!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Benditos ventres!
Nessa semana deparamos-nos com mais uma data comercial, que para mim, inicialmente, são detestáveis. Sim, o Dia das Mães surgem com propósito comercial em um mês dedicado em diversas tradições ao divino feminino e que o nosso inconsciente assimila desta forma.
Mas o propósito desse post não é falar das datas criadas com finalidade comercial, mas quero fazer breve digressão sobre as datas desta natureza e, com especial atenção, ao Dia das Mães.
Essas datas trazem em minha mente a sensação de oportunidade! Oportunidade de rememorar, reatar alguns laços e fortalecer outros! A reflexão dos meus atos diante da representação simbólica da data...
E então? E o Dia das Mães?
Inicio lembrando de fatos de aproximadamente 30 anos, do meu primeiro dia de aula no então Jardim 1, quando diante do minha insegurança, minha deixou-me retornar no dia seguinte. Lembro-me dos cochilos à tarde embalados por fitas K7s do Roberto Carlos ou da dupla ocasional Chico e Betânia. Lembro-me também do colo no sofá da sala durante a novela das 8. Lembro-me disso e muito mais!
Os anos passaram e o lugar comum dessas lembranças é a PRESENÇA que permeou todos os momentos de vazio, insegurança e de desacertos, com firmeza algumas vezes, docilidade em outras, mas sempre com muito amor!
Essa é minha mãe! E assim são as mães (não falo aqui das aberrações cada vez mais constantes), presentes na vida dos filhos, para acalentar, brigar, apoiar, orientar, para amar!
Hoje, com minha família, tenho isso muito forte, vejo meu pequeno acalentado e confortado por sua mãe, presente, carinhosa e firme em todos os momentos, adequando-se àquilo que a situação exige.
Bendito não era só o de Maria, mas são todos os ventres de mães, biológicos ou afetivos, que acolhem a centelha divina da vida de seus filhos! Bendito é o caminho das mães, sua força, sua missão e seu amor! Feliz Dia das Mães!
domingo, 5 de maio de 2013
Lugar de Magia...
Quando se chega, a incapacidade humana, na maioria dos casos, não nos permite enxergar! Mas eles estão lá, no plano espiritual preparando o trabalho.
Stephen Hawking talvez não consiga explicar porque além da matéria existem alguns índios queimando ervas que dissipam as energias mais densas.
Porque as portas contam com guardas armados, ou alguns desencarnados assumem as feições de velhos escravos.
Mas mais do que isso! O importante está naquilo que podemos enxergar!
Diferentes pessoas encontrando-se na fé, que não escolhe cor ou classe social, que não segrega aquele que esta ali pela dor daquele que vai pelo amor a Deus e suas diferentes manifestações, que faz o mais rico dos homens ajoelhar-se e pedir a benção de um preto-velho.
Esse é o terreiro: lugar que muitos procuram e onde todos, cada um a sua maneira, se encontram!
Stephen Hawking talvez não consiga explicar porque além da matéria existem alguns índios queimando ervas que dissipam as energias mais densas.
Porque as portas contam com guardas armados, ou alguns desencarnados assumem as feições de velhos escravos.
Mas mais do que isso! O importante está naquilo que podemos enxergar!
Diferentes pessoas encontrando-se na fé, que não escolhe cor ou classe social, que não segrega aquele que esta ali pela dor daquele que vai pelo amor a Deus e suas diferentes manifestações, que faz o mais rico dos homens ajoelhar-se e pedir a benção de um preto-velho.
Esse é o terreiro: lugar que muitos procuram e onde todos, cada um a sua maneira, se encontram!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Sobre o que te aquece...
Reza a lenda (e digo assim porque não
confirmei) que Zé do Caixão em um dos seus filmes, por uma questão de restrição
orçamentária, retratou o inferno como um lugar frio, congelado e não quente
como de costume. A coisa pareceu-me fazer certo sentido. Por que alguém
teria de queimar no inferno?
Em toda expressão
sentimental o calor relaciona-se com algo bom, que te conforta, que te acolhe,
enquanto a frieza retrata o mal, a indiferença, o fim... Por isso prefiro o
calor solar ao frio da noite, o rosto quente e cheio de vida à frieza da
lápide...Dizem até que aquilo que nos é caloroso é energia divina, a verdadeira centelha que nos anima...
É para mim o maior calor do mundo aquele
que recebo com um abraço do meu filho, que me conforta e me dá energia sem fim,
sentindo-me capaz de enfrentar todas as adversidades. É esse ou esses calores
que o ser humano busca a todo momento, no carinho dos pais, na palavra do
amigo, no beijo da companheira, no prazer da vida que te faz suar e transpirar
esse calor para o mundo.
Os ambientalistas que me perdoem,
mas o mundo precisa desse calor, para fortalecer as relações humanas e nos fazer
enxergar-nos iguais, onde não haverá diferença de cor, crença, orientação
sexual, de nada, mas que simplesmente nos permitirá (a todos) buscar um lugar
ao Sol!
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